(Postado por Tudo na Hora Alagoas)
O presidente do Conselho Estadual de Segurança (Conseg), Maurício Brêda, afirmou, na manhã desta segunda-feira (10), que o desafio do programa Brasil Mais Seguro começa no início de julho, quando os números da violência em Alagoas começam a ser confrontados com as metas de redução alcançadas depois do início do plano, iniciado no dia 27 de junho do ano passado.
Segundo Brêda, até este mês o Estado vem alcançando reduções significativas nos números de homicídios, mas quando comparados com 2012, quando os números chegaram a situação insustentável, levando o governo federal a escolher Alagoas para ser o piloto do programa Brasil Mais Seguro.
"Agora nós vamos confrontar novas metas com metas já alcançadas num primeiro momento. Aí começa de verdade o desafio do programa federal. Estamos confiantes que os números continuarão sendo reduzidos, mas também sabemos que ainda há muito a ser feito", ressaltou o presidente do Conseg, que também é juíz de uma das varas que julgam crimes dolosos contra a vida.
Brêda convidou para a sessão desta segunda-feira o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Cícero Lima, e o delegado da Força Nacional de Polícia Judiciária, Marcos Vinícius, para destacar o que vem sendo feito para reduzir o número de assassinatos em Maceió, Rio Largo e Arapiraca, onde estão focados os trabalhos da especializada.
Cícero Lima disse que desde a entrada em vigor do programa já foram instaurados 741 inquéritos, dos quais 278 foram concluídos. "Conseguimos prender cerca de 200 autores de crimes, um resultado bastante positivo diante da grande dificuldade que temos: a de que poucas pessoas querem testemunhar sobre homicídios", frisou o delegado, acrescentando que hoje a DHPP, como é conhecida a delegacia, conta com um efetivo de 116 homens.
Para o delegado Marcos Vinícius, que integra a Força Nacional, mas é titular da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a integração entre as forças de segurança local e federal é fundamental para a redução dos homicídios em Alagoas. "No início havia um certo ranço entre as equipes, mas hoje trabalhamos de forma totalmente integrada", destacou.
Um dos pedidos de Cícero Lima foi para que o Conseg fizesse uma revisão no número de metas para cada delegado da Homicídios. "Investigar esse tipo de crime é muito complicado, principalmente quando não temos testemunhas. Estamos fazendo o possível para alcançar as metas do conselho, mas nem sempre isso é possível", afirmou o coordenador da DHPP.

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